sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Entrevista com a autora Isabela Xavier

É com muita alegria que venho lhes contar sobre a nova autora parceira do blog: Isabela Xavier, autora do livro Livre Mente. Venham conhecer mais sobre a autora e a obra!


SINOPSE:  Abra este livro uma ou duas vezes.
Leia um ou dois poemas.
Sinta uma ou duas vezes, antes de pensar:
eu gosto de poesia?
Eu gosto de poesia.
Porque é impossível não gostar, 
quando a poesia lê você.

- Nos fale sobre você.

Eu sou carioca, estudo Psicologia na UERJ e tenho 25 anos. Já desisti de duas carreiras, abandonei o curso de Direito após três anos. Demorei pra saber o que queria fazer da vida e ainda estou descobrindo meu lugar no mundo. Para você ver, comecei a escrever "tarde", aos 22 anos. Sou muito sensível e sentimental, tenho tendência a ver a vida de maneira não convencional e sofro por não entender o modo como as pessoas organizam o mundo e regram nossas vidas. Por outro lado, feliz ou infelizmente, sou uma otimista. Idealista, sonhadora e muito fantasiosa, desde criança. Constantemente crio (e vivo!) histórias na minha mente e também amo contar e ouvir histórias. Sinto um prazer indescritível ao ver que minhas palavras despertam emoções em alguém. Bom, acho que essas são as principais características que me fazem escrever! rs

- Quando e como você se interessou por leitura?

Desde criancinha eu amava ouvir histórias contadas pela minha mãe, que é professora e me alfabetizou cedo. Logo comecei a ler. Lembro de uma ocasião em especial, quando minha mãe comprou uma coleção de doze livros, cada um para um mês do ano com histórias para todos os dias. Esses livros e os gibis da Turma da Mônica foram especiais na infância. Na pré-adolescência, esse interesse se acentuou.

- Qual é o seu livro favorito e por quê?

Essa é uma das peguntas mais difíceis de responder e fico com cara de tacho quando me questionam! rs Tenho muitos favoritos e gosto de vários gêneros, vou, então, citar três bem diferentes entre si: 1984 (George Orwell), O Prisioneiro do Céu (Carlos Ruiz Zafón) e Vidas Secas (Graciliano Ramos). Duas breves curiosidades: 1) adoro Harlan Coben; 2) adoro Jogos Vorazes. Só pra fechar, vou recomendar dois nacionais que estão entre meus preferidos: A Arma Escarlate (Renata Ventura) e O Sonho de Eva (Chico Anes). Ta vendo como é difícil destacar um só? rs

- Algum autor ou alguém te inspirou a começar a escrever?

Embora eu goste bastante da poesia de alguns poetas em particular (como Manoel de Barros, Cecília Meireles e Fernando Pessoa), a resposta é não. Costumo dizer que o impulso inicial foi inspirado na tristeza, na dor, devido a um conjunto de acontecimentos que me ocorreram na época em que comecei a escrever poesia. Já na prosa (ainda não tenho nada publicado), vários autores me inspiram.


- De onde surgiu a ideia para a história do seu livro?

Como estamos falando de diversos poemas, cada uma surgiu de modo diferente. Posso me inspirar em uma frase que ouvi, em uma situação real ou, como acontece na maioria das vezes, a ideia de um poema simplesmente aparece na minha mente. Alguns poemas chegam quase prontos, alguns versos ou uma estrofe inteira vêm me visitar de uma vez; às vezes, um único verso pipoca na minha mente e eu faço algo maior com ele. Coisas que me inspiram são: ler livros, ver filmes e, não sei porque, assistir ao Michael Jackson dançar (sou fã dele). Curiosamente, tenho mais facilidade para escrever poemas relacionados a temas tristes.

- Os personagens são, de alguma forma, baseados em pessoas reais?

É surpreende para muita gente, quando eu falo, mas a verdade é que a maioria dos meus poemas é ficção. Com isto quero dizer que eles não necessariamente refletem o que estou sentindo no momento em que são escritos. Alguns foram baseados em vivências e pessoas reais, mas são minoria. Todos são carregados de sentimentos, mas nem sempre me confundo com o eu lírico.

- Como você criou o título da obra?

Eu queria um título que tivesse a ver com todos os poemas e simbolizasse a essência do livro. Comecei a olhar os títulos de cada poema e quando bati o olho em um deles, não tive dúvida: Livre Mente. O nome do livro é, portanto, título de um dos poemas.

- Qual foi o seu maior desafio durante a escrita da obra?

O maior desafio foi selecionar os poemas que entrariam no livro e em que ordem seriam dispostos. Se o Livre Mente fosse lançado hoje, eu teria deixado alguns de fora, admito. Não porque não gosto deles, mas por simples escolha. Mas não me arrependo nem um pouco da seleção de poemas, o primeiro livro sempre será especial e reflete um momento específico em que foi criado.

- A sua obra terá continuação? Se não, você pretende escrever outro livro?

Sendo uma coletânea de poesia, a resposta é sim e não. rs Não haverá um segundo Livre Mente, mas certamente pretendo publicar outra coletânea com novos poemas.

- Um trecho ou frase favorito.

Vou citar dois dos meus favoritos:
"Já estou farto
Da falta que me faz
Tudo o que me faz falta
Quando tenho tudo
Menos você"
(Farto)

"Navego no mar de fantasias
Contra o vento da razão
Meu barco a vela
Imaginado
Tem a força de mil motores
E a bravura de mil homens sãos"
(Velejando)






Para ler as primeiras páginas (aqui)
Ebook disponível na Amazon.

Site oficial da autora.

Já iniciei a leitura e confesso que estou amando, em breve a resenha.

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