quarta-feira, 24 de junho de 2015

Literatura em Movimento: Conquistando um amor literário


Algumas semana atrás postei sobre o projeto Literatura em Movimento que é um projeto que tem por base a Blogagem Coletiva. Ele foi idealizado pelas blogueiras Ana Karina (Da Literatura), Helena Dias (Café com Livro) e Denise Valente (Sacudindo as Palavrase hoje trago a vocês o post desse mês cujo o nome é: "O que você faria para conquistar o seu amor-literário?" que consiste em escrever o que eu faria para conquistar o meu personagem literário favorito se tivesse uma única oportunidade.

Confesso que no momento que vi o tema fiquei louca, primeiro porque amei e segundo porque não sabia o que fazer. Não é lá a coisa mais fácil conquistar alguém, ainda mais quando é aquele personagem que você ama muito.

O meu personagem escolhi foi o meu primeiro amor literário e pelo qual serei eternamente apaixonada: Edward Cullen. Quem acompanha o blog a algum tempinho sabe o quanto sou fã da Saga Crepúsculo (mesmo não falando muito por aqui) e essa minha paixão pelo meu Vampiro se deve, principalmente, pelo seu jeito e o quanto ele é imperfeito dentro de sua perfeição, 114 anos tentando entender o mistério da vida e do amor.

Gostaria de pedir desculpas pelo texto tão grande, mas não consegui escrever menos e mesmo assim queria ter escrito mais para dar um acabamento legal a história. Enfim, espero que curtam o texto.


Poço dos desejos

“Jogue uma moeda no poço dos desejos e ele se realizará” foi isso que minha tia disse antes que eu saísse de casa para comprar comida. Ela estava se referindo a um poço que ficava a uns dois quilômetros de sua casa e tinha a lenda de realizar o desejo de todos.

É claro que não acreditava, mas de tanto ela insistir que eu devia fazer o meu pedido parei o carro no caminho de volta. Aproximei-me do poço, virei de costas, peguei uma moeda no bolso e comecei a refletir sobre o que pediria, como uma pessoa descrente pensei no pedido mais impossível  e joguei a moeda.

Até parece que o poço tiraria dos livros Edward Cullen.

O tempo estava mudando, uma grande preta estava cobrindo o céu e já se podia ver alguns raios ao longe o radio avisou que uma tempestade de neve estava próxima, era melhor acelerar para chegar o mais rápido em casa.

Faltando alguns quilômetros avistei um carro parado no acostamento e quando passei vi que havia uma pessoa ao volante.

Claro que sabia que era perigoso parar, especialmente porque aquela estrada era muito vazia, mas dei a ré e parei em frente ao carro, não queria me sentir culpada  quando a tempestade começasse.

Buzinei três vezes até que o motorista abaixasse o vidro.

- Olá. Só queria saber se está tudo bem. É que está chegando uma tempestade e vai ser perigoso ficar aqui fora quando e...- não consegui completar a frase quando vi quem estava dentro daquele carro.

EDWARD CULLEN!!!! Se não era ele era um cover perfeito! Só poderia estar sonhando.

- Obrigada por se preocupar...- ele me encarou esperando.

- Larissa – falei ainda me recuperando o “susto”.

- Então Larissa, é que meu carro quebrou e não consegui ligar para um guincho.

- Estou na casa da minha tia, há alguns quilômetros daqui. Se quiser pode ir comigo, lá tem um telefone.

Louca de oferecer carona para um estranho né? Mas esse não é qualquer estranho.

- Vou aceitar – ele fechou o vidro e saiu trancando o carro, antes de abrir a porta abaixou para me encarar: - esqueci de me apresentar, sou Edward Cullen.

Nesse momento meu coração foi a mil. Ele era exatamente como a Steph tinha descrito, era muito melhor do que ganhar na loteria.

Respirei fundo e religuei o carro.

- Você mora aqui? – perguntou ele quando estávamos fazendo uma curva. A tempestade estava cada vez mais próxima.

- Não. Vim passar as férias com a minha tia – falei e perguntei só para ter certeza – e você? Mora na região?

- Também não. Estou de passagem. Tentei pegar um atalho, mas o carro quebrou. – falou me olhando – parece que uma bela tempestade está chegando.

- Sim. Gosto desse tempo – ele me encarou com curiosidade, resolvi explicar – esse clima é muito bom para ler.

- Uma amante da leitura? – continuou me olhando com curiosidade.

 - Com certeza – afirmei sorrindo. Já estava começando a me acostumar.

Logo estacionei em frente à casa da minha tia. Era uma casa rústica, mas muito confortável, ela se camuflava em meio às montanhas.

Como uma pessoa muito desastrada é claro que eu iria tropeçar  quando saí do carro, mas antes de alcançar o chão Edward apareceu para me segurar.

- Essa foi por pouco – comentou sorrindo. Aquele sorriso torto que tanto imaginei.

- É – ri nervosa – obrigada. É algo que acontece com certa frequência.

Ele me ajudou a carregar as sacolas para a cozinha, lá encontrei um bilhete avisando que minha tia tinha saído.

- Você quer comer alguma coisa? – perguntei. Mais por educação porque já imaginava a resposta.

- Não costumo comer muito, mas vou aceitar. – comentou  e aquele sorriso torto ainda emoldurava seu rosto.

- Você pode usar o telefone – falei apontando para cima da mesinha de centro.

Enquanto ele ligava para o guincho comecei a fazer alguma coisa para comer. Preparei um macarrão com molho, enquanto a água secava comecei a arrumar a mesa. De repente a chuva começou, o clima refrescou e quando coloquei o macarrão na mesa a energia acabou. Foi um belo susto, mas por sorte não derrubei nada.

- Por acaso tem velas aqui? – perguntou Edward aparecendo ao meu lado.

- Na terceira gaveta e também tem fósforo. – avisei tateando para não cair.

Ele pegou e arrumou em um castiçal que encontrou dentro do armário. Em menos de cinco minutos já estávamos iluminados pelas velas.

- Parece que hoje teremos um jantar a luz de velas – comentou rindo de leve.

Seu humor estava contagiante e jantamos embalados em uma ótima conversa sobre diversos assuntos aleatórios. Nada que revelasse muito de quem éramos fora daquela casa o que importava era quem estava ali.

- Você tem um lindo sorriso. – comentou se aproximando, mas rapidamente se esquivou – preciso ir embora.

- Mas por quê? – perguntei desesperada.

- É errado estar aqui. Eu não sou exatamente confiável – disse me olhando nos olhos.

- Eu não me importo. Vamos viver o agora, sem pensar no amanhã. – falei me aproximando.

Então nos beijamos.



Nem percebi que tinha dormido. Só me lembrava das nossas conversas abraçados  e nossas risadas. Foi uma noite inesquecível.

Virei de lado para lhe dar bom dia, mas a única coisa que encontrei foi o cobertor vazio e um bilhete:

“Foi uma honra te conhecer, Larissa. Espero que possamos nos reencontrar.

Com amor,
Edward Cullen”

Pelo menos tive a certeza de que não foi um sonho.

Nem para aquele poço prolongar esse meu desejo!


Para terminar lindamente com meu amor, Edward Maravilha Cullen em sua primeira cena em Twilight *-*

Fui do tipo: seja você mesmo que vamos ver o que vai dar. rs

O que você fariam para conquistar seu personagem amado dos livros? E qual personagem seria? Não esqueçam de me falar o que acharam do texto.

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