terça-feira, 10 de março de 2015

Projeto BLC + Tema de Março: Em um livro qualquer...



O Projeto Blogagem Literária Coletiva (BLC) foi idealizado pelos blogs Monykisses e Diário de uma Livromaníaca. Ele consiste em um tema por mês que é escolhido por elas, sempre idealizado por elas. Para fazer parte do projeto deve-se ler o regulamento e preencher o formulário aqui.

Esse é o primeiro mês que o Querida participa e devo confessar que estava ansiosa para saber o tema desse mês. E o tema escolhido foi...

EM UM LIVRO QUALQUER...
Um belo dia você acorda e percebe que está “dentro” de um livro. Mas não um livro qualquer, um de seus livros preferidos e mais, você é um dos personagens! E agora? O que fazer? Gritar? Chorar? Se desesperar? Nada disso! Afinal de contas você sabe como termina essa história.
Então você corre para procurar a saída e descobre que só poderá voltar para o mundo real quando reescrever um trecho da história, pelo seu ponto de vista. Ou seja, agora você é um dos personagens, o que você faria em determinada situação?

Escolha aquele trecho que te incomodou, que te deu vontade de fazer diferente. Escolhido? Ok, agora é só contar em detalhes, como você agiria, qual seria sua reação, o que você faria caso estivesse vivenciando aquela situação.
Vamos nos aventurar? Esta é a sua chance de beijar aquele gato, de conhecer aquele País deslumbrante, de ser uma princesa ou príncipe ou simplesmente de puxar o tapete daquela sem noção que só foi escrita para nos perturbar. Todos prontos? Encontro vocês no mundo real, ou não...

ATENÇÃO! Algumas postagens podem conter SPOILERS.




Foi muito difícil encontrar algo para modificar em um dos meus livros favoritos, pois quase nunca descordo do que a autora ou autor escreveu. A parte que escolhi para modificar é o destino da personagem Leah da Saga Crepúsculo (para quem sabe, ela é a única mulher lobo de toda a matilha). É uma das coisas que mais me incomodou, pois queria que ela tivesse um final feliz por tudo que a personagem passou ao longo de sua história e agora que tenho o poder em minhas mãos vou fazer com que isso aconteça.



"Agora que tudo finalmente estava acabado posso tentar começar a minha de forma diferente como Jacob havia me mandado, já que nesse momento eu não era necessária na matilha.

 Já dentro do ônibus para Seattle comecei a perceber o quanto me tornei corajosa para enfim seguir o que eu realmente queria, pelo menos achava que queria.

 Sue estava com Charlie e Seth, todos estavam bem e sabia que Jacob não deixaria que nada acontecesse com eles, era é até difícil de acreditar que o cara que eu julgava o menos agradável fosse agora o meu melhor amigo e maior encorajador, tudo começou por causa daquela menina... e no fim até ele teve o seu imprinting. Será mesmo que eu era a única diferente?

  Era hora de esquecer de tudo isso: lobos, vampiros, imprinting, Sam, Emily, passado, TUDO! Tenho que começar a MINHA vida, sem nenhuma lenda para traçar o meu destino. Por isso escolhi um destino tão longe para começar novamente: Orlando.



 Já fazia um semana que havia chegado a cidade que era totalmente diferente de Forks e La Push principalmente porque sempre há sol, mas estava começando a me acostumar. Arrumei um quarto numa pensão de uma senhora simpática e seu marido, eles foram extremamente gentis e até me arrumaram um emprego na lanchonete do bairro.

 É um lugar pequeno com dez mesas dispostas nas laterais e o balcão no centro todo decorado em vermelho e branco com detalhes em prata, me lembrava aquelas lanchonetes dos filmes dos anos 60. Não costumava ficar cheia, apenas nos fins de semana que os adolescentes desocupados resolviam fazer algo diferente. 

 Era uma quarta feira e a lanchonete estava vazia, como sempre, a esposa do meu chefe havia passado mal e ele precisara sair mais cedo, portanto, tive que ficar sozinha para fechar o estabelecimento. Estava terminando de limpar as mesas quando um grupo de garotos bêbados entrou e começou a jogar todas as mesas e cadeiras no chão, tive que me segurar muito para não me transformar naquele momento por isso acabei correndo para a cozinha e me escondi embaixo de uma mesa, o que eu não precisava naquele momento era acabar com a minha nova vida. 

 Passados uns cinco minutos saí do meu esconderijo e vi que tudo estava um caos, mas eles não haviam roubado nada. Apenas bêbados que queriam uma "diversão". Voltei a minha tarefa que agora seria mais longa. Escutei a porta se abrindo e já estava pronta para dar um tapa em alguém quando escutei:

  - A senhorita está bem? - era uma voz grave e melodiosa, como a daqueles galãs de filmes que até fechamos os olhos para escuta-lo.

  - Estou sim - quando me virei para agradecer a preocupação, como uma pessoa educada faria, e de repente me prendi nos olhos mais lindos que já tinha visto, de um azul tão celestial que era impossível não ficar hipnotizada. Naquele momento nada mais me importava, as mesas quebradas, o caos que eu teria que limpar, os carros andando na rua, a sirene da polícia, os pássaros da noite, o barulho do rádio da vizinha, o movimento da Terra e nem o Universo, nada me importava, o que importava era estar com ele, quem é que ele fosse. 
  E assim, eu senti o que nunca imaginei sentir: o imprinting.
  Não era diferentes deles afinal".

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